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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O amor depois do amanhã

Para o amor não existe o dia do amanhã. O amor é hoje, é o agora, não há nada mais irritante que pedi um tempo no relacionamento, tanto para quem pede quanto para quem recebe.
As lembranças são as piores coisas, as fotografias, os bilhetes, a tal música. Tudo parece sufocar. Mas tentar desamassar um papel é difícil. Ele pode rasgar em alguns vincos. Tentar sair do passado sem algum amassado é difícil. Vai ter marcas de qualquer jeito, pois envolveu uma vida, uma vida de expectativas com o suspense de o que vai ser o amanhã.
Haverá a dor, o ciúme, a inveja e ate o ódio, tudo vai explodir em um tempo curto de espaço, sim ate pode ser considerado algo natural. Não dar para viver normalmente depois de uma crise, depois das lágrimas, depois da dor. A gravata não é tão fácil de se arrumar, nem o batom de passar. Tudo fica diferente. E ai vem aquela questão, dar o tempo do amanhã, é reprimir. É  apenas uma invenção fácil para talvez não sofrer, mas isso dói mais pois não há verdade.
Nessa expressão de " Dar um tempo " é despejar, é enxugar gelo com pano.  Não há delicadeza. É um jeito elegante e social, de dizer que é o fim. Essa expressão não deveria existir.
É manter a pessoa do seu lado, sem está junto, sem ter as obrigações. É gastar um tempo com a possibilidade de um novo romance. O tempo dado é um aviso que o tempo acabou. O amor não é um consultório, nem terapia, nem relógio para controlar o tempo.
Não importa a palavra usada, não importa a expressão, nem o grito, nem tampouco o choro. Diga logo a verdade, liberte!
É o mesmo que dizer :quero continuar sendo seu amigo (a).
O que se deixa para  o amanhã, nunca será cumprido.

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